quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Para todos os gostos

Todos gostam de se realizar, sexualmente falando, mais até que ponto ousamos para apimentar a relação ou nos tornamos dependentes de práticas estranhas e questionáveis. Será que vale tudo para ser feliz? Qual é o limite do prazer?
Não querendo responder construí uma pequena lista de fetiches curiosos
 
Dendrofilia 
Tudo bem tentar salvar o meio ambiente, mas esse é o nome dado para as pessoas que sentem atração sexual por árvores e plantas. 
Necrofilia
Atração sexual por cadáveres. Durante o século XIX, muitos poetas dedicaram suas obras a esse fetiche, sendo o mais famoso deles ‘Noites na Taverna’, de Álvares de Azevedo.
Crush Fetish
Se você acha que já viu de tudo, melhor sentar: existem pessoas que só conseguem obter prazer esmagando insetos ou pequenos animais durante o sexo. Não, né? 
Zoofilia 
Nome dado às pessoas que têm fantasias sexuais com animais.
Fornofilia
É a atração sexual que certas pessoas sentem por móveis. A tara também pode ser pessoas que fingem ser mobília.
Simforofilia
Excitação com tragédia? Sim existe. 
Insuflação
Sabe aquele ventinho gostoso? Então tem pessoas que só alcançam o orgasmo quando assopram orifícios de seus parceiros.
Hibristofilia
É quem fica excitado por criminosos.
Agalmatofilia
Nem os manequins escapam: este é o nome dado às pessoas que se excitam por manquins ou estátuas.
Mecanofilia
Atração sexual por automóveis e máquinas.
Oculofilia
São as pessoas que sentem desejo em lamber o globo ocular de outra ou ter o seu próprio globo lambido.
Latronudia
Há quem se sinta excitado ao se despir para médicos.
Mucofilia
Há quem só consegue “chegar lá” com a ajuda do catarro.
Coprofilia
Obtenção de prazer sexual pelo uso de fezes. 
Clismafilia
Há quem sinta prazer da sensação de água entrando no ânus. Apenas água. 
Menofilia
Existe o “fetiche por sangue”, mas este específico é o sangue menstrual.
Urolagnia 
Quando a pessoa associa prazer com xixi.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Adeus Abujamra

Hoje,(terça passada)  às 23h30, irá ao ar na TV Cultura, como acontece todas as terças, o “Provocações”, o programa de entrevistas capitaneado por Antônio Abujamra desde 2000. Mas desta vez a edição terá um sabor diferente: ele é o registro da última provocação do entrevistador. Antônio Abujamra morreu na manhã desta terça. Tinha 82 anos. Ator e diretor, Abu, como era chamado pelos amigos, foi umas das figuras mais instigantes e raras da dramaturgia e, principalmente, da televisão brasileira.
O seu “Provocações” trouxe uma forma diferente de entrevistar e realmente fazia jus ao título. Como disse o próprio Abujamra em um dos últimos textos de abertura, era um programa que “idolatrava a dúvida”.  Sua forma de abordar era muito eficiente em alcançar um objetivo: tirar o entrevistado da zona de conforto.
O estilo de Abujamra era totalmente coerente com sua personalidade e trabalho: inquietante, sincero, instigante. Idolatrado no universo teatral, Abujamra também teve grandes momentos na televisão – um dos mais lembrado foi sua interpretação do bruxo Ravengar, na novela “Que Rei Sou Eu?” (1989).
Um clássico do “Provocações” era o final, quando Abujamra perguntava: “o que é a vida?” E continuava a repetir a mesma questão ao entrevistado, sempre obtendo respostas diferentes. Era desconcertante. Antônio Abujamra fará falta com suas provocações – não haverá mais ninguém para olhar os entrevistados diretamente dentro dos olhos e lançar, de forma perturbadora e convincente, aquele “o que é a vida?”. 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Palabra de la semana

Marzo

 El dios romano de la guerra, Marte, latinización del Ares de los griegos, dejó su nombre en varios sustantivos de nuestra lengua, entre ellos, el nombre del mes que está comenzando, el del segundo (o tercer) día de la semana y el del cuarto planeta del sistema solar. También tenemos adjetivos como marzal 'relativo al mes de marzo', marciano 'habitante de Marte' y marcial 'relativo a la guerra o a los militares'.

El vocablo inglés para el día martes, Tuesday, es un homenaje al dios vikingo Tiw, patrono de los combates singulares (entre dos oponentes); en noruego, el nombre de este día de la semana es tirsdag.

En la tradición occidental, desarrollada durante milenios en el hemisferio norte, el mes de marzo corresponde al comienzo de la primavera, mientras que en el sur, las fechas cercanas al día 21 marcan el inicio del otoño.

En el antiguo calendario romano, marzo era el primer mes del año, en la misma época en que septiembre era el séptimo; octubre, el octavo; noviembre, el noveno y diciembre, el décimo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Palabra de la semana

exquisito

Proviene del latín ex-squisitus 'buscado minuciosamente', participio pasado de ex-quirere 'buscar cuidadosamente', formado por el prefijo latino ex- y el verbo quaerere 'buscar'. A lo largo de los siglos, el significado fue cambiando y hoy se aplica en nuestra lengua a aquello 'que es de una calidad, un refinamiento y un gusto extraordinarios'. Pero no se trata de un capricho de los hispanohablantes: ya en la Roma clásica tuvo, además de 'buscado diligentemente', la denotación de 'distinguido, delicado, delicioso'. Plinio el Viejo llegó a utilizar el sintagma exquisitae epulae para significar 'banquete de deliciosos manjares', por evolución del rasgo semántico de esmero y minuciosidad. Cervantes es uno de los primeros que atestigua esta palabra en español.

En el portugués de hoy, en cambio esquisito es 'anormal, diferente, excéntrico, raro, inexplicable' y, en Brasil, también 'feo, desagradable'. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

a Princesa acordou

Em alguns momentos do ano Pelotas acorda da mesmice e vira uma cidade cultural. A Flia (Feira do Livro Independente e Autónoma) é uma dessas raras oportunidades. Não deixe de conferir.

Poesia

Homem Na Estrada - Racionais Mc's 

 (Composição: Mano Brown)

 Um homem na estrada recomeça sua vida
Sua finalidade: a sua liberdade
Que foi perdida, subtraída
E quer provar a si mesmo que realmente mudou
Que se recuperou e quer viver em paz
Não olhar para trás, dizer ao crime: nunca mais!
Pois sua infância não foi um mar de rosas, não
Na FEBEM, lembranças dolorosas, então
Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim
Muitos morreram sim, sonhando alto assim
Me digam quem é feliz, quem não se desespera
Vendo nascer seu filho no berço da miséria.
Um lugar onde só tinham como atração
o bar e o candomblé pra se tomar a benção
Esse é o palco da história que por mim será contada
Um homem na estrada

 

Equilibrado num barranco, um cômodo mal acabado e sujo
Porém, seu único lar, seu bem e seu refúgio
Um cheiro horrível de esgoto no quintal
Por cima ou por baixo, se chover será fatal
Um pedaço do inferno, aqui é onde eu estou
Até o IBGE passou aqui e nunca mais voltou
Numerou os barracos, fez uma pá de perguntas
Logo depois esqueceram, filha da puta!
Acharam uma mina morta e estuprada
deviam estar com muita raiva
"Mano, quanta paulada!"
Estava irreconhecível, o rosto desfigurado
Deu meia noite e o corpo ainda estava lá
coberto com lençol, ressecado pelo sol, jogado
O IML estava só dez horas atrasado
Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim
Quero que meu filho nem se lembre daqui
Tenha uma vida segura.
Não quero que ele cresça com um "oitão" na cintura
e uma "PT" na cabeça.
E o resto da madrugada sem dormir, ele pensa
o que fazer para sair dessa situação
Desempregado então
Com má reputação
Viveu na detenção
Ninguém confia não
E a vida desse homem para sempre foi danificada
Um homem na estrada


Um homem na estrada


Amanhece mais um dia e tudo é exatamente igual
Calor insuportável, 28 graus
Faltou água, já é rotina, monotonia
Não tem prazo pra voltar, hã! Já fazem cinco dias
São dez horas, a rua está agitada
uma ambulância foi chamada com extrema urgência
Loucura, violência, exagerado
Estourou a própria mãe, estava embriagado
Mas bem antes da ressaca ele foi julgado
Arrastado pela rua o pobre do elemento
o inevitável linchamento, imaginem só!
Ele ficou bem feio, não tiveram dó
Os ricos fazem campanha contra as drogas
E falam sobre o poder destrutivo dela
Por outro lado promovem e ganham muito dinheiro
Com o álcool que é vendido na favela


Empapuçado ele sai, vai dar um rolê
Não acredita no que vê, não daquela maneira
crianças, gatos, cachorros disputam palmo a palmo
seu café da manhã na lateral da feira
Molecada sem futuro, eu já consigo ver
Só vão na escola pra comer, apenas nada mais
Como é que vão aprender sem incentivo de alguém
Sem orgulho e sem respeito
Sem saúde e sem paz


Um mano meu tava ganhando um dinheiro
Tinha comprado um carro
Até Rolex tinha!
Foi fuzilado a queima roupa no colégio
Abastecendo a playboyzada de farinha
Ficou famoso, virou notícia
Rendeu dinheiro aos jornais, ham!, cartaz à policia
Vinte anos de idade, alcançou os primeiros lugares
Superstar do notícias populares!


Uma semana depois chegou o crack
Gente rica por trás, diretoria
Aqui, periferia, miséria de sobra
Um salário por dia garante a mão-de-obra
A clientela tem grana e compra bem
Tudo em casa, costa quente de sócio
A playboyzada muito louca até os ossos
Vender droga por aqui, grande negócio.
Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim
Quero um futuro melhor, não quero morrer assim,
num necrotério qualquer, um indigente sem nome e sem nada
O homem na estrada


Assaltos na redondeza levantaram suspeitas
logo acusaram favela para variar
E o boato que corre é que esse homem está
Com o seu nome lá na lista dos suspeitos, pregada na parede do bar.


A noite chega e o clima estranho no ar
e ele sem desconfiar de nada, vai dormir tranquilamente
mas na calada caguetaram seus antecedentes
como se fosse uma doença incurável
No seu braço a tatuagem, DVC, uma passagem, 157 na lei
No seu lado não tem mais ninguém


A Justiça Criminal é implacável
Tiram sua liberdade, família e moral
Mesmo longe do sistema carcerário
Te chamarão para sempre de ex presidiário
Não confio na polícia, raça do caralho.
Se eles me acham baleado na calçada
Chutam minha cara e cospem em mim é
Eu sangraria até a morte
Já era, um abraço!.
Por isso a minha segurança eu mesmo faço


É madrugada, parece estar tudo normal.
Mas esse homem desperta, pressentindo o mal
muito cachorro latindo
Ele acorda ouvindo barulho de carro e passos no quintal
A vizinhança está calada e insegura
Premeditando o final que já conhecem bem
Na madrugada da favela não existem leis
Talvez a lei do silêncio, a lei do cão talvez


Vão invadir o seu barraco, é a polícia!
Vieram pra arregaçar, cheios de ódio e malícia
Filhos da puta, comedores de carniça!
Já deram minha sentença e eu nem tava na "treta"
Não são poucos e já vieram muito loucos
Matar na crocodilagem, não vão perder viagem
Quinze caras lá fora, diversos calibres, e eu apenas
Com uma "treze tiros" automática
Sou eu mesmo e eu, meu Deus e o meu orixá
No primeiro barulho, eu vou atirar.
Se eles me pegam, meu filho fica sem ninguém
E o que eles querem: mais um "pretinho" na FEBEM.


Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim
A gente sonha a vida inteira e só acorda no fim
Minha verdade foi outra, não dá mais tempo pra nada
Bang! Bang! Bang!


"Homem mulato aparentando
Entre vinte e cinco e trinta anos
É encontrado morto na estrada do
M'Boi Mirim sem número
Tudo indica ter sido acerto de contas entre quadrilhas rivais.
Segundo a polícia, a vitima tinha vasta ficha criminal."