quarta-feira, 14 de julho de 2010

Condenado assassino de Sabotage

Sirlei Menezes da Silva foi condenado ontem pelo 1º Tribunal do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda a 14 anos de prisão por matar o rapper Mauro Mateus dos Santos, conhecido como Sabotage, em 2003. A juíza Fabíola Oliveira Silva concluiu que o homicídio teve dois agravantes: motivo torpe e defesa da vítima impossibilitada. A razão do crime foi apontada como vingança, de acordo com investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Sabotage e Sirlei estavam envolvidos em uma rede de tráfico de drogas na Favela da Paz, na zona sul de São Paulo, local onde moraram durante algum tempo, de acordo com as investigações.
O músico e outro traficante da quadrilha, Durval Xavier dos Santos, o "Binho", teriam assassinado um comparsa de Sirlei, Nivaldo Pereira da Silva, o "Caçapa". O réu chegou a confessar o crime quando foi preso, em 2004, mas a defesa alega que ele foi forçado a fazê-lo.
Após o depoimento de uma testemunha secreta, chegou-se à indicação da autoria de Sirlei. Ela apontou também o acusado como responsável por outros oito homicídios, que já estão tendo suas investigações reabertas.
O defensor público, Marcelo Carneiro Novaes, disse que vai entrar com um recurso ainda hoje. Segundo ele, as provas são insuficientes e a confissão extrajudicial - que poderia atenuar a pena - não tem "suporte técnico".
Histórico
O assassinato de Sabotage ocorreu em 24 de janeiro de 2003, no bairro da Saúde, zona sul da capital paulista. O rapper começou sua carreira com um disco solo e fez parcerias com importantes nomes do hip-hop nacional, como RZO, SP Funk, Rappin' Hood, entre outros. Ele fez participações nos filmes "O Invasor", de Beto Brant, e "Carandiru", de Hector Babenco.
Fonte: Yahoo notícias

sexta-feira, 9 de julho de 2010

stand-up comedy

Stand-up comedy é uma expressão em língua inglesa que indica um espectáculo de humor normalmente executado por apenas um comediante, estando geralmente em pé e sem o auxílio de qualquer outro jogo de cena.
Também conhecida como humor de cara limpa, a stand-up comedy privilegia o humorista munido apenas do microfone, sem personagem, fantasia ou acessórios. O humorista stand-up não conta piadas conhecidas do público (anedotas), e sim prepara um material, escrito por ele mesmo, com texto original construído a partir de observações do dia-a-dia e do cotidiano.
Em outras palavras, trata-se de um sujeito, com cara-de-pau suficiente para ficar em pé diante de um microfone, de preferência ligado, falando besteira para um público que não o conhece.





quarta-feira, 7 de julho de 2010

Especial Nelson Rodrigues

A obra de Nelson Rodrigues é uma das mais ricas de nossa literatura e do nosso teatro. Por isso este blog presta uma homenagem ao homem que foi um artista revolucionário, mas um homem conservador.









Filme do mês

 A copa de 2010 ainda nem acabou, mas os viciados fanáticos em futebol já especulam qual será o time (começando pelo técnico) do Brasil em 2014. Analisando essa problemática, lembrei de um filme bem interessante que fala sobre futebol (principalmente sobre o comportamento brasileiro durante uma copa do mundo). 
  Em meio à euforia do milagre econômico e dos jogos da seleção na Copa em 1970 no México, um tranquilo cidadão da classe média é confundido com um ativista político e é dado como “desaparecido”, ele acaba sendo preso e sofre torturas praticadas por agentes federais. Fato que acontecia muito nos porões da ditadura enquanto o povo se distraia com o futebol brasileiro. 
 Pra Frente, Brasil; procura de forma corajosa denunciar as torturas sofridas por presos políticos durante os anos mais duros da ditadura militar. Além disso, ele tenta mostrar a alienação e a hipocrisia presentes na sociedade brasileira d’aquele período.
  
Pontos positivos: A critica ao governo Medici, a atuação de Carlos Zara e o realismo das cenas de tortura.
Pontos negativos: A péssima fotografia do filme (mesmo para os padrões da época)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Uma briga de Davi contra Golias

O técnico da seleção brasileira abriu fogo contra a Rede Globo. Dunga deu na canela do comentarista Alex Escobar, da Globo. Poucas horas depois, um dos apresentadores do programa Fantástico, Tadeu Schmidt, da África leu um editorial da emissora detonando Dunga.
 Tudo tem um porque, antes do ataque ao Dunga no Fantástico, o Jornal O Globo já havia descido  a lenha na seleção e principalmente no seu treinador.
Qual a razão dessa súbita mudança de comportamento?
 Vamos aos fatos:

Segunda feira, véspera do jogo de estréia da seleção brasileira contra a Coréia do Norte, por volta de 11 horas da manhã, hora local na África do Sul.
Eis que de repente, aportam na entrada da concentração do Brasil, dona Fátima Bernardes, toda-poderosa Primeira Dama do jornalismo televisivo, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação etc.
Indagada pelo chefe de segurança do que se tratava, a esposa do poderoso William Bonner sentenciou: “Estamos aqui para fazer uma REPORTAGEM EXCLUSIVA para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores...”.
Comunicado do fato, o técnico Dunga, PESSOALMENTE dirigiu-se ao portão e após ouvir da Sra. Fátima o mesmo blá-blá-blá, foi incisivo, curto e grosso, como convém a uma pessoa da sua formação: “Me desculpe, minha senhora, mas aqui não tem essa de “REPORTAGEM EXCLUSIVA” para a rede Globo. Ou a gente fala pra todas as emissoras de TV ou não fala pra nenhuma...”.
Brilhante!!!
 Pela primeira vez em mais de 40 anos, um brasileiro peitava publicamente a Vênus Platinada!!!
“Mas... - prosseguiu dona Fátima - esse acordo foi feito ontem entre o Renato (Maurício Prado, chefe de redação de esportes de O Globo) e o Presidente Ricardo Teixeira. Tenho autorização para realizar a matéria”.
Dunga: - “Não tem autorização nem meia autorização, aqui nesse espaço eu é que resolvo o que é melhor para a minha equipe. E com licença que eu tenho mais o que fazer. E pode mandar dizer pro Ricardo (Teixeira) que se ele quer insistir com isso, eu entrego o cargo agora mesmo!”.
O treinador então virou as costas para a supra sumo do pedantismo e saiu sem ao menos se despedir.
Dunga pode até perder a classificação, a Copa, seu time pode até tomar uma goleada, qualquer fiasqueira na África, mas sua atitude passa à história como um exemplo de coragem e independência frente a uma das instituições privadas mais poderosas no País e que tem por hábito impor suas vontades, eis que é líder de audiência e por isso se acha acima do bem e do mal.
Em linguagem popular, o Dunga simplesmente mijou na Rede Globo!
 Após, a poderosa, a mesma que levou o Collor ao poder e depois o detonou por seus interesses, agora difama o Dunga, tá certo que o cara é um Ogro, mas não teve o direito de se defender dos ataques em momento algum.
 Falar mal do cara é liberdade de imprensa. Ouvir o cara não pode?
 A reação do povo foi imediata. O editorial lido no programa "Fantástico", da Rede Globo, deu repercussão no mundo virtual. E pela primeira vez na história o Brasil inteiro apóia o técnico da Seleção. Só a Globo para conseguir isso...
 Dentre os assuntos mais comentados no Twitter nesta segunda-feira (21), a frase "Cala boca, Tadeu Schmidt" era líder absoluta, superou até a antecessora "Cala Boca, Galvão", que liderou por dias seguidos os Trending Topics.
 E não parou por ai. Em apoio ao técnico da seleção brasileira, os twiteiros lançaram o "DiaSemGlobo", que será nessa sexta-feira, quando o Brasil vai jogar  com a seleção de Portugal, no encerramento da primeira fase da copa.
Infelizmente a maioria da população brasileira não possui twitter e em alguns lugares a imagem de outras emissoras é pessima. Todavia esta iniciativa deve ser louvada e ampliada.

sábado, 19 de junho de 2010

Livro do mês

Em virtude da morte de José Saramago, único escritor de língua portuguesa a ganhar um Nobel de literatura. Este mês escolhi um dos melhores livros que já li: Intermitências da morte, de José Saramago.
 "No dia seguinte ninguém morreu" é ponto de partida para ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.
Fiel ao seu estilo e ainda mais sarcástico e irônico, Saramago vai além de reflexões existenciais, fazendo uma dura crítica a sociedade moderna (o país da obra é fictício) ao relatar as reações da Igreja, do Governo, do Clero, dos repórteres, dos filósofos, dos economistas, das funerárias, casas de pensão, hospitais, seguradoras, das famílias com um moribundo em casa, da máphia, etc.
“De Deus e da morte não se tem contado senão histórias, e esta é mais uma delas.”, página 146

Saramago








Link do blog oficial de Saramago.