quarta-feira, 8 de julho de 2009

Livro do mês


Com os acontecimentos em Honduras, remetendo-nos a um passado triste na história da América Latina, o presente que o Chavez deu a Obama na 5ª Cúpula das Américas, faz com que a minha recomendação de leitura seja o grande clássico de Eduardo Galeano: "As veias abertas da América Latina"
Onde Galeano quebra a cronologia linear da historiografia oficial para desnudar o saque ao continente que persiste desde o descobrimento. Analisando os mecanismos de poder, os modos de produção e os sistemas de expropriação, reescrevendo a história da América Latina e expondo os quinhentos anos de exploração econômica e miséria social.
Devido à sua perspectiva de esquerda, o livro foi banido da Argentina, do Chile e do Uruguai durante as ditaduras militares destes países.

Videos sobre o Golpe em Honduras

É muito triste ainda termos que assistir cenas como essas ocorendo no mundo. Neste momento, temos que dar todo apoio ao povo hondurenho e exigir que o presidente Zelaya, que foi democráticamente eleito retorne ao poder.







Chega de Michael Jackson. He's dead


Sempre que morre uma celebridade é a mesma coisa, os grandes meios de comunicação se esquecem do resto do mundo noticiando apenas o triste falecimento do famoso. Mas no caso do Michael Jackson está estrapolando os limites. Desde de 25 de junho não se fala em outra coisa.
Tudo bem que o MJ era extremamente famoso, mas existem milhares de outros temas para serem noticiados: O Golpe Militar em Honduras, Os escandalos de José Sarney, O caixa dois na campanha de Yeda entre outros temas que são pouco abordados nos grandes meios de comunicação.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Charge

E agora Yeda?



Em novembro de 2007

Operação Rodin, da PF, aponta fraude de R$ 44 milhões no Detran gaúcho. Entre os 14 presos, o empresário tucano Lair Ferst, ligado à cúpula da campanha que elegeu Yeda em 2006



Em fevereiro de 2008



Assembleia abre a CPI do Detran para investigar o esquema, que consistia na cobrança de preços superfaturados por fundações e empresas contratadas sem licitação



Em abril de 2008



À CPI um delegado da Polícia Civil diz ter recebido a informação de que Lair Ferst teria pago R$ 400 mil do custo da casa adquirida por Yeda no fim de 2006. Segundo a tucana, casa foi comprada por R$ 750 mil. Yeda avisa que vai processar o presidente da CPI pela insinuação de que sua casa teria sido paga parcialmente com sobras de campanha.



Em maio de 2008



Justiça Federal abre processo contra 40 pessoas no caso das fraudes no Detran. Empresário Lair Ferst nega ter participado da campanha de Yeda.



Em maio de 2008



Ex-secretário de Segurança Enio Bacci afirma à CPI que governadora soube das irregularidades no Detran no início de 2007 e nada fez. Governo nega.



Em junho de 2008



É divulgada conversa gravada pelo vice de Yeda, Paulo Afonso Feijó (DEM), na qual o chefe da Casa Civil, Cézar Busatto, admitia que partidos aliados eram financiados por órgãos públicos. Gravação provoca a queda de Busatto, do secretário-geral de governo, Delson Martini, e do chefe do escritório do RS em Brasília, Marcelo Cavalcante.



Em junho de 2008



PSOL e PV protocolaram pedido de impeachment da governadora na Assembleia Legislativa sob acusação de improbidade administrativa



Em junho de 2008



Assembleia arquiva pedido de impeachment de Yeda



Em junho de 2008



Gravações da CPI do Detran derrubam quatro da cúpula do governo de Yeda Crusius.

Uma das gravações mostrou dois envolvidos na fraude que desviou R$ 44 milhões da autarquia combinando um jeito de resolver um impasse entre empresas que prestavam serviços superfaturados.

A segunda mostrou o chefe da Casa Civil, Cezar Busatto, admitindo ao vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM) que partidos aliados do governo se financiavam em órgãos públicos.



Em junho de 2008



Em entrevista ao Estado, governadora do Rio Grande do Sul negou acusações e disse que vice se uniu à oposição para tentar derrubá-la. "Não é uma hecatombe só para mim, é para todos", diz Yeda.



Em julho de 2008



PSOL e PV questionam, em representação por improbidade administrativa ao Ministério Público de Contas, a compra da casa de Yeda. Para os partidos, custo de R$ 750 mil não é compatível com os rendimentos de Yeda e do marido, Carlos Crusius, que é professor.



Em julho de 2008

Relatório final da CPI do Detran, aprovado por 9 votos a 3, não cita a governadora e isenta ex-secretários. O relator culpa as mesmas 40 pessoas que já respondem a processo na Justiça Federal



Em agosto de 2008



Um dos 40 a responder ao processo, Lair Ferst diz que pessoas "de dentro e de fora" da administração estadual também participaram ou souberam da fraude no Detran.



Em agosto de 2008



Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul recebe como denúncia representação do Ministério Público Especial que recomenda averiguar a compra da casa da governadora. Advogado tenta explicar como Yeda adquiriu casa.



Em dezembro de 2008



O Ministério Público gaúcho arquiva representação contra a governadora Yeda que apontava possíveis irregularidades na compra de sua casa



Em fevereiro de 2009



Corpo de Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda, é encontrado boiando no Lago Paranoá, em Brasília



Em fevereiro de 2009



Em entrevista ao Estado, Yeda diz que "levantaram ofensas e acusações sem prova" contra ela.



Em fevereiro de 2009



PSOL acusa a governadora e seus ex-colaboradores de terem participado ou tomado conhecimento de caixa 2 na campanha eleitoral de 2006 e de usar recursos paralelos e superiores aos informados num contrato de aquisição da sua casa



Em maio de 2009



Segundo a revista Veja, em gravações Marcelo Cavalcante admite ter coletado, após a eleição de 2006, R$ 200 mil de empresas. O dinheiro teria sido entregue ao marido da governadora.

Em julho de 2009

O jornal Zero Hora publica uma reportagem que comprova as acusações anteriores de caixa dois no governo tucano.
Até quando yeda irá se manter a frente do governo gaúcho? Isso nem ela sabe.

domingo, 28 de junho de 2009

Bobagem

Pra que Michael Jackson se ainda temos GOLIMAR.







Poesia

O MURO

eu bato contra o muro

duro

esfolo minhas mãos no muro

tento longe o salto e pulo

dou nas paredes do muro

duro

não desisto de forçá-lo

hei de encontrar um furo

por onde ultrapassá-lo


Oliveira silveira

http://www.portalafro.com.br/